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PASSEIO NO CENTRAL PARK...

 

 

De repente,

uma  paisagem anatômica,

um corpo despretensioso que caminha,

o vento leve brinca com os cabelos,

o olhar por trás da lente,  fixa o entardecer,

o vestido multicor em seda indiana,

os lábios delineiam um sorriso...

 

A minha tela em branco que espera,

a aquarela em cores exposta,

os dedos que nervosamente seguram o pincel,

o olhar que acompanha os passos do corpo,

o corpo que pára e procura,

e o esboço rabiscado velozmente...

 

O corpo reinicia o caminhar,

o meu olhar acompanha apressadamente,

minha mente copia detalhes fugidios,

um vento forte rodopia o vestido,

as mãos não tomam conhecimento desta ousadia...

 

Ahhh!!...

E os olhos?!

Qual seria a cor?!

 

Quando por aqui novamente ela passar,

no meio da tarde ou na tarde e meia,

na mesma hora exata ou no meio da hora,

ou em qualquer manhã tipo londrina,

pedirei a ela sorrindo,

o sorriso dos olhos dela,

e fixarei a cor, em aquarela...

 

No mundo da minha tela...

 

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Comentários

  • Lindo, o abraço entre o poético e o real ... Obrigada :-)

  • Criadora da BA_Belas

    Versos que me levam ao sonho... ainda que acordada esteja...

    "[...] pedirei a ela sorrindo,

    o sorriso dos olhos dela,

    e fixarei a cor, em aquarela..."

    Parabéns e Felicidades!

    Beijosssssssss

  • Adm

    Lindo poema. O poeta tem capacidade de fazer a leitora Margarida viajar, pintar a tela também e imaginar a nova cor a ser usada.

  • Top BA_Belas

    Maravilhoso! Acho que os olhos eram cor de mel...

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