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Poeta

PALAVRAS...

 


Um fim de tarde de meio-inverno.

Calçadas úmidas marcadas por passos apressados.

Passantes mais que apressados,

e a garoa fina que tomava corpo...

 

Também eu, para deitar uma escrita,

com a vista acelerada cato um canto numa wiskeria,

para libertar da mente algumas palavras que se apresentaram,

e nada melhor que algumas doses de Cointreau...

 

Ambiente calmo,

o pianista mandava uma das tantas do BB King,

casais contidos, outros invertidos,

e uma mesa distante com dois lugares livres...

 

Bom!... Muito bom... Acomodei-me...

Da mochila retirei um bloco de notas,

desliguei o celo para desligar-me,

Tirei a caneta e...


Travei !!...

 

Ela usava um chapéu de feltro tipo Fedora ou Borsalino;

jaqueta aberta mostrando, a blusa de seda;

parecia calçar botas meio-cano,

talvez uma legging (ahhhh...) escura...


Um tipo de mulher elegante,

que mesmo acompanhada, deve ser observada nos detalhes.

Precavido, resolvi aguardar alguns minutos, se “alguém”,

estaria no comando daquela raridade...

 

Cabisbaixa, entretida com o que parecia ser um caderno;

da face, apenas um lindo meio-rosto a descoberto pelo chapéu...

Traços finos, lábios carnudos, queixo firme;

e a cor dos olhos?!... (é querer demais!...)

 

Loucura noturna e nublada!...

Esqueci até das palavras que clamavam por liberdade...

 

O melhor que faço é pedir uma “caipivodk” e prestar atenção,

na romântica do Benito de Paula,

que o pianista está mandando

e depois pegar o buzão!...

 

Essa descoberta, um tanto pecaminosa,

bem que poderia ser num barzinho a descoberto

na Champs-Elysées!

Descompromissada... Vulnerável... Sedenta...


C’est La Vie ?...

Melhor esquecer...

 

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