ONTEM, AO LUAR

        Sentaram-se juntinhos no sofá, era domingo. Estavam plenos de descanso e já comentavam sobre o descanso

que tiveram. Estavam felizes, mais seria impossível. Tanto ele quanto ela trabalhavam. Durante a conversa surgiu o

assunto do trabalho dela. Ela trabalhava em um escritório. O antipático daquele tipo de trabalho era o assédio de alguns

colegas. Mas ela estava cansada de saber como se defender. E até essa sua defesa tinha auxiliado alguns dos colegas

inconvenientes a se conterem. Diziam:

        - Esta é fera.

        Ela certamente não ouvia isso. Porque se ouvisse não confiaria. Chegava em casa e corria para debaixo do chuveiro.

Ficava lá. Saia descansada, relaxada. Ia preparar o jantar para o maridão. Mas não eram todos os colegas que a assediavam.

Nem por isso confiava cegamente em todo mundo. Tinha amigos homens, a vida não lhe negara as graças dos relacionamentos

sadios. Riram-se os dois. Ele olhou para ela, ele não era de confidências. Nem para ela. Era forte, atlético, e jovial. Ele era um tipo

simpático. Não a traía porque ele costumava dizer a ela:

      - Meu Deus, como te amo.

      E iam vivendo. Então puseram-se a lembrar de algumas coisas que tinham vivido junto. Ele disse a ela:

      - Você se lembra de quando éramos jovens?

      - De que passagem?

      - Quando costumávamos ir ao parque de diversão?

      - Nos divertíamos.

      E ficaram ali se recordando. E, de repente, ele disse:

      - Ontem, estáva muito bom, não?

      - Simplesmente demais. - ela disse.

      - O que você mais gostou?

       - De quando, ontem, ao luar, você disse que me amava.

       - E te amo mais ainda.

ARISTIDES DORNAS JÚNIOR

         

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