O Malabarismo da Palavra

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Continua o malabarismo,

o malabarismo da palavra.

É só conversa fiada o que por aqui lavra.

 

Deitam fogo de artifício

a estoirar por todo o lado,

tantos foguetes na festa

com o êxito alcançado,

num engenho fenomenal!

 

E, para quê, afinal?

 

Dão ao pobre meio cêntimo por mês

que tiram da algibeira, não do rico,

mas sim do bolso, surripiado, do remediado.

Coitado…

Qualquer dia estás na mesma…

 

Depois? Depois onde irão buscar?

Não aos bolsos deles, não…

Nem aos cofres dos ricos;

Não… Também não…

 

Apenas restarão:

Os pobres escravos na pobreza

e os ricos encastelados na sua avareza…

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                           Zélia Chamusca

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Comentários

  • PRATA BABPEAPAZ

    Parece que o mundo todo entrou em um acordo para que andem sempre... no mesmo compasso.

    Sua poesia é o grito de todos nós.

    Te abraço poetisa de alé-mar

  • DIAMANTE BABPEAPAZ

    Uma realidade que se repete, através do tempo e do espaço. Sem fim... Beijosssssssssssss

  • Tudo isso se repete desde os primórdios, infelizmente. A ambição e a vaidade está intrínseca no ser humano.

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