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Poeta

No gramado da noite

Nunca fui do tipo de deitar ao gramado
Encarar a verdade da noite
Ouvir a canção das cigarras
Tendo o pensamento iluminado
Pelo brilho dos pirilampos

Não... sendo um garoto da cidade
Estava longe a maior parte do tempo
Com os pés calçados sobre o cimento
Mas ainda assim de forma insana
Eu vivia cada um destes momentos

Se eu não podia ir até o gramado da noite
Encontrei uma forma de trazê-lo até mim
E foi assim que em todas as vezes que vesti meu fone
Viajei ao som de outras cigarras e instrumentos
E tive meu pensamento iluminado pelas estrelas

Quando foi embora deixando para trás
Uma jornada de sorrisos esquecidos
Lembranças apagadas e lágrimas ressecadas
Lembrei daquele gramado da noite
E percebi que eu poderia trazê-lo mais uma vez

Quando foi embora não deixou atrás
Uma casa fria e vazia
Permaneceu na sala o calor da compreensão
Nos quartos a consciência de seguir em frente
Mas no aposento principal permaneceu sobre a cama
A saudade aquecida sempre abraçada com a esperança

E se em todos os momentos
Meus braços permaneceram abertos
Hoje eles novamente envolvem seu corpo
No ritmo da batida de seu coração

São coisas assim que me trazem a certeza
De que a revolta não traz de volta a noite perdida
Que a falta de Fé essa sim esvazia e esfria nossas casas
E que o piano é um passaporte dos sonhos

Que mesmo os garotos da cidade podem e devem
Trazer para suas vidas as canções das cigarras
Que basta fechar os olhos e confiar
E nossos pensamentos serão iluminados
Pelo brilho intenso dos pirilampos que nos rodeiam

Fiquem com Deus e ouçam Sua canção

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Poeta

Carlos Correa

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