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Poeta

Na valsa das borboletas

Eu tenho medo confesso
Cá estou frente a frente
Aqui estão os bandolins e a valsa
A lua e cada uma das estrelas
Sob a luz escura da madrugada
Tenho medo confesso

A noite caminha parece até me ignorar
E não adianta que grite em desespero
Por mais que tente não a alcanço
Inevitável talvez chegue o dia
Ainda assim tenho medo confesso

Ouço você então
Não sei se queria fazia tempo a gente não se via
Por favor permita-me seguir tenho que alcançar
A noite já vai longe e nem sei se consigo mais
Quem saberia se eu pudesse ter as suas asas
O que eu faria?

O que o seu medo diz que aconteceria?
Percebe a insanidade de correr atrás da noite?
O amanhecer dos sentimentos chegará
Para que sua prece seja ouvida
Deverá antes esvaziá-la de qualquer ressentimento

Tenho medo de ao encarar um novo dia
Que não reconheça as cores que antes existiam
Receio que os jardins percam suas flores
Que eu não veja mais os amores que outrora
Via espalhados por entre duendes e pirilampos

Tenho medo do cansaço
Tenho medo de me afogar
Sucumbir às ondas de sentimentos
Que me golpeiam de volta à areia

Meu filho todos nós estamos aqui para sermos amados
Mas logo você que acredita em magia
Não consegue perceber o movimento da varinha?
Para sermos amados tem que existir quem ame
Entenda que amar é a Oração principal
Ser amado uma consequência natural ao longo
Da ternura do caminho de bosques e borboletas

Ouça meu filho ouça por entre as palavras do silêncio
Não tente ler ou entender o movimento dos lábios
Feche os olhos e ouça o som das batidas do coração
Confia no que ouve e perceberá que de um simples
Tum-tá nasce um alfabeto inteiro e a maioria nem percebe
Quão linda é a canção

Sente aqui permitirei
Fique aqui descansando
Mas só por esta noite
Vamos juntos observar
O renascer desse lindo dia
Que fique na noite dor e agonia
De ti quero apenas que sorria

Verás que se enfrentar com afinco o cansaço
As flores continuarão ali talvez até com mais perfume
As cores estarão ali também
Bem possível que mais vivas e brilhantes
E os amores ainda mais contagiantes
Na beleza do caminho na folia de duendes
E na valsa estonteante das borboletas

Vá já amanhece
Acredita e confia
Mais que isso
Tenha certeza o sinônimo da Fé

Não se esqueça feche os olhos
Quando quiser ouvir a canção
Não permita que as falsas imagens
Interfiram no que passa em seu coração

Fique com Deus

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Poeta

Carlos Correa

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