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MEIO-DIA

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MEIO-DIA
 
Quando os ponteiros
apontam para o infinito,
Dia pela metade.
Logo, o cheiro
da noite, seus mistérios.
O relógio de parede contrito,
batidas pontuais.
Equinócio particular, diário.
Um íntimo hemisfério;
Ecoa sem alarde;
despertando o amor,
acordando a coragem,
Despe-se o sentimento,
da seda oriental incolor.
No exato e preciso momento,
fugaz, passageiro,
da partida, última viagem
rumo ao adeus.
 
(gustavo drummond)
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Comentários

  • O relógio relíquia da parede ( vida decorrida, vida decorrendo...).As horas passam pela noite, assustado com tantas precisões sem as devidas preVisões

    Hora que não se sabe quando chegará, o mistério da vida,MAS.........

    "No exato e preciso momento,
    fugaz, passageiro,
    da partida, última viagem
    rumo ao adeus."
    Prenuncio do fim, da morte, da última viagem.
     
    Parabéns Gustavo, por este Belo Poema sifisticado,  e simples para você autor que sentiu sentimentos e emoções
    abraço,antonio domingos
     
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