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Poeta

Longe do cais

Talvez tenha esquecido seu nome
E todos aqueles fragmentos de sonhos
Transformou em sombras e decepções
Fez de seu corpo parte da escuridão

Sim sei que esqueceu seu nome
Assim como aceitou a solidão
De uma inverdade cruel de que seu corpo
Ao invés de templo refaz-se como prisão

Tenho absoluta certeza de deixar escapar seu nome
Assim como fez do tempo um silêncio pernicioso
Quando deveria estar atento aos sussurros do vento
O mesmo que desprezou em sua maturidade pueril

E febril caminha distante do cais de seu próprio nome

Mas eu daqui hoje mais perto do final da canção
Entendo que você por ainda estar preso ao refrão
Não perceba que as limitações do seu corpo que chama de grade
Veste você como proteção da energia ainda desvirtuada que criou

Então venho aqui te dizer o que já tem conhecimento
Siga os sinais das notas dos violinos ao toque suave do vento
Acredite que as chaves virão não da matéria mas do etéreo
Da certeza de que aqueles fragmentos são novas metas
Uma oração e não decepções

Talvez pergunte como sei disso
E te digo: eu sei seu nome
Mas parece que você ainda não

Fiquem com Deus

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