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DIAMANTE BABPEAPAZ

Avec Elegance

carater-de-uma-senhora-elegante-que-faz-o-trabalho-na-pose-diferente-sobre_1302-18461.jpgHoje a maioria das pessoas que têm acesso à informação sabe que é peruíce usar uma blusa de paetês às duas da tarde e que é deselegante comparecer a um casamento sem gravata.

Costanza Pascolato, Gloria Kalil e Claudia Matarazzo são alguns dos jornalistas especializados em ajudar os outros a não cometerem gafes na hora de se vestir ou de se portar à mesa.

Mas existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam.

E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir à empregadas domésticas, garçons ou frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem dá um presente sem data de aniversário por perto, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão um dia desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso.

E, detalhe: não é frescura.

 

Martha Medeiros

fonte: https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros/

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Comentários

  • Muito interessante o artigo de Marta Medeiros. Acho que realmente precisamos ser mais educados e respeitar o outro.

    Suely Braga

  • OURO BABPEAPAZ

    Eu sou fã e leitora da Martha Medeiros.

    Se eu pensar como o Nômade não vou ser educada nunca. Nunca vou contribuir com o exemplo da verdadeira elegância: A EDUCAÇÃO.

    Ah! Já pisaram no pé recém operado. A dor foi imensa, mas dizer algo indelicado não ia parar de doer.

    • DIAMANTE BABPEAPAZ

      Com certeza, amiga, também gosto muito do que ela escreve.

      beijinho

    • Não entendi e pouco menos compreendi, então, respondo assim, poeticamente, é claro:

      "O poeta faz parte de uma parte repartida,

      quebrada, e por assim ser, superlativa!...

      Muitas vezes recriminado por seu postar absoluto;

      sem querer demonstrar ser sintético...

       

      O poeta não reparte,

      o poeta não empresta,

      o poeta não troca,

      o poeta não se entrega...

       

      O poeta faz parte de uma minoria que se encontra em pradarias,

      e multiplica-se em fantasias poetizadas...

      Enquanto as pessoas comuns sorriem e se abraçam,

      ele mantém a sua mente em equilíbrio constante...

       

      O poeta não pede,

      o poeta não toma,

      o poeta agride a quem não quiser ofertar-lhe uma palavra

      mesmo sendo uma palavra quebrada..."

      EDSON RIOS (Nômade)

    • OURO BABPEAPAZ

      Bonito poema, Nômade. Valeu a resposta.

    • DIAMANTE BABPEAPAZ

      Adorei Edinho, adoro o que vc escreve.

      beijinho

  • Pode ser... Pode ser... Talvez em alguma outra esfera do universo possamos encontrar alguém usando de contínuo essa tal "elegância"; mas, em qual latitude e longitude encontraremos?... Nessa que habitamos, não. Nos dias atuais, desde há muitos, quando uma pessoa recebe uma pisadela no pé, imediatamente deve pedir desculpas por o seu pé estar sob o pé do pisante... Tenho certeza de que você entendeu, certo? Parabenizo-te pela tua ELEGÂNCIA em postar tão desafiadora proposta... Abraços. 

    • DIAMANTE BABPEAPAZ

      Uma hora ou outra sempre trombamos com pessoas elegantes no verdadeiro sentido da palavra, embora seja raro, como vc mesmo diz.

      Obrigada pelo comentário, amigo.

      beijinho

  • Estimada amiga Patrizia Gardona.

    Apreciei as valiosas considerações acerca da Educação e Bom Senso que devem reger as nossas adequadas condutas em sociedade .A elegância creio que diz algo de bom de nossas personalidades

    Parabéns por esta publicação

    Abraços Fraternos

    Antonio Domingos

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