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ASAS QUE VOAM   

                                      

No crepúsculo

Do meu ser sobre a crueldade

De nuvens cinzentas

Sopram as diferentes substâncias

Meu cérebro inconstante

Adivinha ondas de esperança

Na intuição de alcançar

A outra margem do mar

Onde o sol tem outro brilho.

 

Pelo tédio das minhas noites vividas  

Vou vagueando a altas horas

Pelas avenidas desprotegidas

Onde elas vão-me perguntando

Porquê o frio e a chuva…

 

Em respostas simples mas vagas vou dizendo

É para fugir a fantasmas da plena luz do dia.

Ainda é noite com chuva fria

Mas tenho de encarar em breves horas a ordinária

Luz do dia que apenas me mostra fantasia.

 

Quando certas batalhas supremas perdem peso

Outras aumentam conforme a sua intensidade…

Há buracos intapáveis sobre a ferrugem instalada

O saber enferrujado é um fardo pesado

Mesmo envernizado

Dificilmente será esquecido o seu passado!

 

Prefiro respeitar o som da tua garganta “rouca”

O sulco que a idade não perdoou desgastou

Mostrando minha pele emagrecida

Quando polvilham meus cabelos brancos

É sem dúvida dos ventos que sopram do outro lado

Empurrando para cá deixando apenas lá o sol parado  

Vive-se como seja sempre um carnaval sagrado

Mas muito encapuçado

Que não pretende ser associado ao passado.

 

Mas um dia tudo passa

Com uma manhã sóbria de dança.

Bem lá no fundo transpira um sonho ardente

Espalhado em tuas sóbrias asas douradas

Para sem dúvidas regressar mais à frente

Esquecendo o passado para ser vivido

Apenas e só o presente…!

 

Joaquim Moreira

29-11-2018

 

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