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Apartar das ilusões

Apartar das ilusões

Aporto minhas lembranças no cais das minhas naufragadas ilusões.
Apartei-me de todos os sonhos que redundaram caminhos sem volta.
Extravio.
Perdi-me nas abissais profundezas do que me prendia a ti.
Fundeada.
Agora sou nau em desalinho, afeita as intempéries das ruínas da rota.

Aniquilaram-se as tênues vontades.
Já não sou, inexisto avulsa e avessa aos planos.
Abro a foice os caminhos trançados e traçados por entre ruidosos dolores,
Demasiada sangria.
Tormenta.

Espero que pela fresta um naco de luz alumie o negrume da alma,
O cerrado coração.
Nada que perdure ousará a eternidade, far-se a empedernir.
Não há lamento que não cesse.
Não existe fustigo que não desvaneça,
Flagelo que não debele.
Querer que não se sepulte.
Amor que não se exile.

Há de vir o sobrevir,
O porvindouro.
Abrolhar inesperado de esperançar.
Novilúnio.
Aurorescer.
Há que se ver, o inusitado, acontecer....
Descerrar o vindouro,
Expectar o remate do destino.

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