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Poeta e Escritor

ANGÚSTIAS DA SOLIDÃO

 

ANGÚSTIAS DA SOLIDÃO  

 

Medito meu malfazejo ser solitário

O espantalho que se faz sorridente

Com dentes na pressão é irreverente

O garfo que arranha arrepios

No prato a raspar fundos vazios

 

Nuvens de tempestade um tornado

Relâmpago de pesadelos gotejado

E o dedo de unha em riste postado

A riscar meu profano castrado

Abusa tal fita isolante colada

 

A minha fronha suor de uma equação

Do travesseiro em libido do eu arbitrário

É perdulário na minha forte comoção

O anseio do pudor angélico salafrário

Que aprazo em vontades vis no vão

 

As ansiedades dormentes incendeiam

A parca visão de minhas cegueiras

Fraca força de pernas os pés passeiam

Da porta a janela trincos como trincheiras

E na Sangria de rosas vermelhas permeiam

 

E estanco na imensidão do parto

A   pluralidade louca e paranoica

Que surta viril e hostil  tal como rato

Rastejante e ofegante o rito mesozoico

Refugia nas horas cansadas do quartzo

Agenda nua e aberta a cômoda   insinuaria

Que de meus dois dedos o lápis escreveria

Na folha branca de um papel perpetuaria

Palavras de quebra-cabeça sobreviveria

Quem sabe intuições de um final assediaria

 

A sólida sedução refaz a rosa em romaria

O lápis rascunhando excentricidades descreveria

Flores perfumadas gentis e pueris encantaria

Na minha ferrenha solidão prescreveria

O renascer de nova vida em harmonia

 

 

FIM

A.Domingos

Maio/2018

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