Ah! O “glamour”…

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Gosto da educação, da etiqueta,
do requinte e do “glamour” !…
Tudo isto numa “praxis”
que traduz uma forma de estar
de ser e de pensar…
Um “modus faciendi”,
uma forma de agir
no caminho a traçar…
Duma sociedade evoluída,
solidária e humana,
culta e instruída…

Hoje, não há educação, nem moral.
Em tudo há um mal-estar.
Não há respeito pelo outro…
Que ética ?!
Que forma de estar,
de viver e de pensar?!

Hoje, só se vêm pés descalços,
esfarrapados pelas ruas,
mentes nuas…
Dizem que são os senhores,
todos doutores…
Olho em redor e não vejo nenhum…

Vejo muitos ditos humanos,
insanos…
Selvagens…
Os animais mais selvagens…
Sem o mínimo de respeito
e de amor pelo outro
e por si próprio…

Tapa-se o rosto,
anda-se mascarado
para fugir ao vírus
por eles soltado…

Sim. Lançado pelos ares
e difundido por todo o planeta.
Não há maior crime que se cometa!

Não se curam doenças;
tornam-se crónicas.
Tratam-se as patologias.
Que ironia…

Em tudo se procura o negócio,
o dinheiro sujo pela ambição
de mentes sujas como a atmosfera
carregada de negridão
causada pela destruição…
Já nada é como era…

E, neste antro de tristeza e podridão,
como pode haver educação,
etiqueta, requinte e “glamour”?
Ah! O “glamour”…

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Poema de -  Zélia Chamusca

Fonte de imagem - Google

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