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A Arte de escrever

A literatura é uma arte que nos distrai e informa, quando lemos ou escrevemos. Ajuda-nos a exorcizar pensamentos tristes, a falarmos de amor, de acontecimentos e de nossos sentimentos, compartilhando-os. 

 Há poetas que já nascem com talento. Aí as expressões líricas jorrarem com facilidade e em abundância. É a inspiração, que na antiguidade se atribuía às musas.

Além da inspiração há a “transpiração”, para se criar uma poesia ou outro texto. É um trabalho intenso o esforço em criar  textos belos, bem trabalhados, que podem levar algum tempo.

 A inspiração também depende dos estados da alma. Quando se está bem, alegre e feliz,a inspiração surge com mais facilidade. Ouvimos nosso íntimo e o pulsar de nosso coração.

 Citarei algo que li num artigo do escritor Moacir Scliar, intitulado “O Mito do Escritor que Não Escreve”, e que penso ser interessante, por este motivo o estou dando a conhecer.

 Trata-se de poetas e escritores famosos, se os estou a citar é por questão de ilustração apenas e imagino importante sabermos:

Rimbaud, (1854-1891), muitíssimo precoce, parou de escrever poesias aos 19 anos para exercer atividades comerciais.

 Paul Valéry (1871-1945) interrompeu sua carreira aos vinte e quatro anos e só retornou vinte anos após.

Stéphane Mallarmé (1842-1898), escreveu apenas sessenta poemas nos trinta e seis anos de sua vida de poet

No Brasil temos Campos de Carvalho (1916-1998), autor de A Lua Vem da Ásia (1956) , Vaca de Nariz Sutil (1961), A Chuva imóvel (1963) e que depois de O Púcaro Búlgaro (1964), interrompeu quase totalmente sua trajetória de romancista. O paulista Raduan Nassar, autor do lendário Lavoura Arcaica, que há anos não publica.\

Moacir Scliar, em seu artigo: «O Mito do Escritor Que Não escreve» cita o seguinte: «Hoje em dia se fala do bloqueio do escritor, de uma inibição do processo criativo, este igualmente misterioso e que não depende da benevolência das musas.

 Usando uma explicação freudiana, trata-se de uma falta de comunicação entre o consciente e o inconsciente. Neste residem as fantasias, inclusive as literárias e no primeiro, onde elas são passadas em termos literários. Por razões desconhecidas às vezes esta comunicação se interrompe.»

 Concluirei com as palavras de Octávio Paz em relação ao poema e o que lemos nas entrelinhas: “Também nós nos fundimos com o instante, para melhor ultrapassá-lo; também para sermos nós mesmos, somos outros”.

 Arlete B. Deretti Fernandes

 

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