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2020 Secretaria da Educação - Mudanças radicais, não de um Governador, mas de um empresário, que mexe a princípio com o mal ganho do salário.

Ser professora foi minha escolha, desde que sai do Colegial ( atual ensino médio ), aprendi muito ao ensinar, e na faculdade, as leis, a psicologia, e outros ensinamentos me deram fomentos para continuar nessa profissão. Que muitas vezes, hoje é vista como se fôssemos babás, mas não somos não. Somos professores que transmitem o conhecimento, as Ciências, a Vida, por isso, no meu dia a dia, como mãe, que sou responsável por educar meus filhos, por ensinar a respeitar a todos, por mostrar valores, e mostrar como se separa o joio do trigo.
Sou sim, ambas as coisas, professora formada em Química, Psicopedagoga, ativista por uma escola pública de qualidade, onde aprende e absorvi de meus pais, os valores para poder me transformar, estudar e vencer. Como, mãe, fiz a opção de ser, sofri, chorei, não vem manual algum, e os filhos muitas vezes nos ensinam muito, e eu como mãe, devo proteger, cuidar, respeitar, e mostrar o mundo de uma forma mais colorida, que a Vida é um presente de Deus.
Agora em 2020, mudanças ocorrerão, professores novos, terão talvez menos chances de lecionar, e sem contar, o ideal de uma sala de aula, com 20 alunos, que seria o ideal, não se abre outra se não tiver um amontoado de alunos, ou seja 35 alunos por sala, sem nenhuma acústica diferenciada, sem materiais suficientes, ou salas ambientes para podemos lecionar, com inspetoras em todos os corredores, e auxiliando a nós professores. Sem contar de uma equipe gestora, que se comunique mais, que se unam em favor não só do professor, mas dos alunos, e que nunca se esqueça a gestão, supervisão, dirigentes, que também são professores, e ensino que a gente que tem cargos de chefia, devem elogiar no coletivo e dar bronca no particular, saber dialogar em todos os momentos, escutar e falar, e isso é o principal resultado para o Método de Melhorias de Resultado em qualquer gestão.
2020 haverão mudanças em salas de aula, em questão de mudanças de horário, sendo que o tempo passará de 50 minutos, para 45 minutos, e o número de aulas dia, de seis passarão para sete. Teremos projetos, e o projeto de vida, deve partir da família, e não na escola, mas sabemos, que o governo, nos coloca em condição de babás, e isso é maltratar a nós mesmos.
Querem exclusividade para lecionarmos no Estado ou na Prefeitura, mas não nos pagam bem, e nosso salário, é tão baixo que muitas vezes não conseguimos efetuar nossos compromissos financeiros, sociais.
Sim, em 2020 haverá mudanças, na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, e vejo meus colegas e eu adoecendo em salas de aula, hora com a disfonia funcional, hora com momentos deprimentes, pois dependemos das famílias, e essas, exigem muito da gente, e esquecem da própria responsabilidade, esquecem que antes dos direitos, temos nossos deveres, ou seja, temos que agir de acordo com as Leis que nos rege todos os dia.
Talvez peço humildemente que cuide mais de seus professores, principalmente dos que adoeceram em salas de aula, e que estão readaptados, afastados com transtornos psicológicos ou psiquiátricos, e que nos dê salários decentes, lembrando que readaptados também devem receber após anos trabalhados, abono de permanência.
Devemos ser pagos com gratidão, e respeito, e termos direitos iguais aos de muitos de nossos políticos, hospitais particulares, com bons médicos, escolas boas para nossos filhos, e oportunidade de buscarmos mais conhecimento.
Sim, lamento o que muitos governadores já nos causaram, e agora, mexem com nossa aposentadoria, então por que não tiram a aposentadoria vitalícia de presidentes, governadores e outros?
Por que somos nós que passamos conhecimento a população, os informamos, somos os culpados pela bancarrota brasileira?
Trinta e um anos de magistério, e sério, cheguei num ponto que estou decepcionada, magoada, com a real situação de minha profissão.
Que Deus nos proteja, e que alguém reveja por misericórdia nossas condições, sendo pelo menos professor por uma semana na escola pública de periferia, como nós, eu e muitos colegas somos.
Que possamos melhorar em tudo, e nossos governantes possam realmente nos valorizar, além da mídia, e das famílias. Lembrando, assim como em qualquer profissão, tem alguns que acabam deturpando a profissão, mas a maioria luta de sol a sol para vencer e ajudar vencer os outros, apenas lecionando, ou de modo simples, ensinando.
Tereza Cristina Gonçalves Mendes Castro
São Paulo, 10 de novembro de 2019.
15h e 20 min.

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